O Recôncavo Baiano passou a contar com um novo espaço dedicado à preservação, pesquisa e difusão de memórias e saberes do território.
Além disso, o Centro de Documentação e Memória do Recôncavo foi inaugurado no Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, em Candeias.
A iniciativa foi realizada pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), em parceria com a Fundação Pedro Calmon (FPC), vinculados à Secult-BA.
Inauguração reforça valorização da memória e identidade
A cerimônia aconteceu nesta quinta-feira (14) e, por isso, integrou uma programação voltada à valorização das narrativas negras e populares.
A escolha da data também buscou provocar reflexões sobre o período pós-13 de maio e os limites da abolição formal da escravidão.
Dessa forma, o evento destacou a importância de preservar histórias e contribuições da população negra na formação do país.
Autoridades destacam importância do novo espaço
Durante a cerimônia, o diretor-geral do IPAC, Marcelo Lemos Filho, ressaltou a relação entre memória, patrimônio e pertencimento.
Além disso, ele afirmou que o centro fortalece novas narrativas sobre a história africana e indígena no museu.
“Patrimônio, história e memória caminham juntos”, destacou o diretor.
Por outro lado, o diretor do Arquivo Público do Estado da Bahia, Jorge Vieira, reforçou o compromisso do governo com políticas de memória.
Segundo ele, a iniciativa também valoriza a ancestralidade e representa um compromisso assumido pelo governo estadual.
Acervo reúne documentos históricos do Recôncavo
O centro foi desenvolvido com apoio técnico do Centro de Memória da Bahia, vinculado à FPC.
Além disso, reúne cartas, fotografias, livros, atas, jornais e arquivos digitais sobre o território do Recôncavo.
Assim, o espaço se consolida como referência para pesquisa, formação e preservação histórica.
Durante a organização do acervo, foram encontrados panfletos históricos que passaram a integrar a exposição permanente.
Entre os itens, destaca-se a obra O Tupi na Geografia Nacional, de Theodoro Sampaio, publicada em 1955.
Segundo a bibliotecária Suzana Ferreira, todo o material foi catalogado para garantir preservação e acesso facilitado ao público.
Exposições ampliam programação cultural
Como parte da inauguração, duas exposições foram abertas ao público.
Primeiramente, a mostra Fragmentos da Memória reúne 40 retratos criados com inteligência artificial a partir de documentos históricos.
Além disso, a exposição OUNJE ORISÁ – Comida de Orixá apresenta registros sobre alimentação nas religiões de matriz africana.
Dessa forma, as mostras reforçam os eixos de memória, identidade e patrimônio cultural.
Projeto educativo fortalece vínculo com o território
A programação também incluiu o projeto Reconvexo do Recôncavo, voltado à educação e à expansão de novos olhares sobre a história.
Além disso, a iniciativa envolveu comunidades de 12 municípios da região.
Como resultado, foram produzidos documentários sobre manifestações culturais locais, que passam a integrar a programação do museu.
Museu do Recôncavo é reativado como espaço cultural
Por fim, a inauguração do Centro de Documentação e Memória do Recôncavo integra o processo de reativação do Museu Wanderley Pinho.
Assim, o equipamento se consolida como espaço de valorização da diversidade cultural e das memórias coletivas do Recôncavo Baiano.
Fonte: Secom GovBA
Foto: Fernando Barbosa/Ascom IPAC
