junho 10, 2026
Câmara Municipal de SalvadorPolítica

“Ninguém quer ver somente a primeira estaca”, diz Tinoco ao cobrar início das obras da Ponte Salvador-Itaparica

O vereador Claudio Tinoco (União Brasil) elevou o tom das críticas ao Governo do Estado durante sessão da Câmara Municipal de Salvador nesta terça-feira (9) e cobrou o início das obras da Ponte Salvador-Itaparica. Ao comentar o descumprimento do prazo anunciado para o começo da construção, o vereador afirmou que os baianos não esperam mais promessas ou atos simbólicos, mas resultados concretos.

“Ninguém quer ver somente a primeira estaca. O povo quer ver a ponte pronta”, declarou Tinoco da tribuna, ao lembrar que o último sábado (6) havia sido apontado pelo próprio governo como a data para o início das intervenções. Tinoco destacou que, após duas décadas de muitas promessas e muitas propagandas, a população já não aceita novos adiamentos.

O vereador afirmou que a justificativa apresentada pelo governador Jerônimo Rodrigues para o atraso reforça a falta de planejamento em torno do projeto. “Depois de vinte anos de espera, o Governo da Bahia continua adiando o início de uma obra que já deveria estar concluída e entregue para a população. O baiano não quer enrolação, não quer foto de evento e nem anúncio de canteiro. Quer ver a obra acontecer”, criticou.

O vereador lembra que depois da assinatura do aditivo ao contrato em junho do ano passado, quando o valor da obra saltou de R$ 6,5 bilhões para R$ 10,4 bilhões, com 60% de aumento, ficou estabelecido que o início da obra seria em 6 de junho de 2026.

Passado um ano da assinatura do termo aditivo que prometia destravar o projeto, o Governo do Estado ainda está na fase de recrutamento de trabalhadores para julho. Em Salvador, o cenário é de pouca evolução: não há canteiro de obras instalado, os projetos executivos necessários para o licenciamento municipal não foram apresentados e as intervenções nos imóveis desapropriados seguem sem avanços significativos. Para Tinoco, o contraste chama atenção porque, apesar da lentidão no andamento da obra, os aportes públicos já ultrapassam R$ 1,09 bilhão.

“Obra atrasada é prejuízo para o povo e para os cofres públicos. Ouvimos alguns especialistas, que afirmam que depois de tanta demora o custo da ponte hoje já é estimado em cerca de R$ 15 bilhões e isso deve levar o consórcio chinês a pedir em breve um novo aditivo ao contrato”, diz Tinoco.

Fonte: Ascom ver Claudio Tinoco – UB
Foto: Antônio Queirós – CMS

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