Com articulação do Centro de Arte e Meio Ambiente (CAMA), os catadores de materiais recicláveis autônomos acessam conhecimento técnico para manejo seguro dos resíduos eletroeletrônicos e ampliação de oportunidades no setor.
Segundo o Dr. Joilson Santana, coordenador executivo do CAMA, ações como essa garantem o fortalecimento do trabalho desses profissionais, passa diretamente pelo acesso à informação e à qualificação técnica. Com esse foco, os catadores autônomos Lucas Almeida e Nivaldo Vieira participaram da oficina do Curso de Educação para a Destinação Socioambiental de Resíduos Eletroeletrônicos, durante os dias, 02 a 04 de setembro. A iniciativa é realizada pelo Instituto GEA, em parceria com o Laboratório de Sustentabilidade da Universidade de São Paulo (LASSU) e conta com o apoio financeiro do Fundo Socioambiental CAIXA.
Santana, explica que a inclusão dos trabalhadores na formação foi viabilizada pela articulação do Centro de Arte e Meio Ambiente (CAMA). A organização, que atua em estreita colaboração com catadores e catadoras autônomos, mobilizou a participação dos profissionais com o objetivo de assegurar que espaços estratégicos de capacitação sejam acessíveis a quem atua na ponta da cadeia de reciclagem.
O manejo dos resíduos eletroeletrônicos exige cuidados específicos devido à presença de substâncias potencialmente tóxicas e componentes que demandam desmontagem correta. Para o catador autônomo, Lucas Almeida, a capacitação técnica representou segurança ocupacional, prevenção de acidentes e redução de riscos à saúde no dia a dia da coleta e triagem desses materiais encontrados nas ruas da cidade.
Além disso, a capacitação também proporciona a geração de valor e renda, novas possibilidades de comercialização de materiais diferenciados no mercado da logística reversa. E autonomia profissional, por meio de domínio de conhecimentos técnicos que qualificam a atuação da categoria perante a sociedade e o setor produtivo.
A atuação do CAMA apoia-se no reconhecimento de que as catadoras e catadores autônomos também são agentes centrais na gestão de resíduos sólidos e no desenvolvimento de cidades sustentáveis.
Mais do que a participação formal em um módulo de aprendizagem, iniciativas como essa reafirmam o direito de ocupação de espaços formativos, democratizam o conhecimento técnico e ampliam os horizontes profissionais de quem constrói a reciclagem na prática.
Fonte / Foto: Ascom Ong CAMA
