outubro 2, 2026
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Às vésperas da eleição, participação feminina volta ao debate sobre representação na política

Em meio ao Outubro Rosa, discussão também passa pela presença das mulheres nos espaços de decisão e pelas pautas que aproximam diferentes trajetórias

Outubro costuma colocar as mulheres no centro de diferentes debates. No Outubro Rosa, a atenção se volta para a prevenção e o cuidado com a saúde. Às vésperas das eleições, a participação feminina na política também ganha espaço na discussão.

A presença das mulheres nos espaços de decisão passa por diferentes experiências e perspectivas. Maternidade, empreendedorismo, vida profissional, cuidado com a família e tantas outras questões do cotidiano podem se transformar em pautas quando essas mulheres chegam à política.

Para a candidata a deputada federal pela Bahia Luciana Buck (NOVO), ter trajetórias diferentes não impede que mulheres encontrem pontos em comum. “Mulher não precisa pensar igual a outra mulher para respeitá-la, ouvi-la e reconhecer a importância da sua participação. Podemos ter projetos diferentes e, ainda assim, defender que mais mulheres estejam onde as decisões são tomadas”, afirma.

Essa discussão esteve presente na roda de conversa #PulaPra50 – “Chegou a hora de ouvirmos as candidatas”, realizada na sexta-feira da semana passada, 25, pelo Grupo Mulheres do Brasil em parceria com a UNIFACS. O encontro reuniu seis candidatas a deputada federal de cinco partidos.

Luciana, que integra o Grupo Mulheres do Brasil há cerca de seis anos, participou da conversa. Para ela, o encontro mostrou que diferenças partidárias não impedem que questões comuns sejam discutidas. “Mesmo em partidos distintos, conseguimos conversar sobre uma pauta que diz respeito a todas nós: a necessidade de mais mulheres participando da política e ocupando espaços de decisão”, diz.

A candidata também chama atenção para a dificuldade de manter o diálogo em um ambiente político cada vez mais marcado pela polarização. “A política muitas vezes virou espaço de confronto e até de ódio. Mas é possível fazer diferente. Podemos discordar, defender nossas ideias e continuar conversando. Temos preocupações comuns, como a sociedade que queremos deixar para nossos filhos”, afirma.

Luciana assinou a Carta Compromisso do Grupo Mulheres do Brasil, documento que reúne compromissos relacionados à ampliação da participação feminina em espaços de liderança e decisão.

Na reta final da campanha, o debate sobre representação feminina se encontra com uma questão mais ampla sobre a própria política: como ocupar espaços de poder sem transformar a diferença de ideias em impedimento para o diálogo. “Precisamos de mais mulheres na política, mas também precisamos discutir que política queremos fazer. Uma política firme nas ideias, responsável e capaz de dialogar”, conclui.

Fonte / Foto: Ascom Luciana Buck – Novo

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